AMATEUUR | atual
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Costumo dizer que coloquei todas as “minhas idéias erradas” neste projeto.. quero dizer, ele é uma síntese de tudo que gosto, de tudo que sempre quis fazer. Demorou muito tempo para chegar a algum resultado, talvez até demais. Mas a vida é assim mesmo, irregular, imprevisível.

Tudo começou com uma sensação: queria algo escuro, que provocasse medo, mistério.

Queria algo que transitasse no universo da ficção científica pois não tinha mais interesse em fazer músicas em primeira pessoa. E também queria construir um território neutro… atemporal, um lugar onde eu pudesse ser quem eu quiser, sem pudor, sem limite.

Um dia, enquanto fazia uma sessão de acupuntura e avaliava os motivos que me faziam estar deitado ali, visualizei esta imagem… de alguém preso em si mesmo. A jaula – uma grande metáfora! Este trabalho faz alusão a vários tipos de prisões contemporâneas… as do corpo, do status social, da mente, dos limites físicos intransponíveis… e deixa espaço para a interpretação do público, que costuma preencher esta lista bem melhor que eu mesmo.

Assim, cheguei a este formato híbrido – mistura de performance audiovisual, live pa, teatro. Escrevi uma ficcional estória simples e compus um disco de 7 músicas.
A cada performance, entro dentro da narrativa com todas as minhas forças.

Amateuur é selvagem, mas também dócil e tímido. É obsessivo, paranóico e poético. Vive como todos nós, buscando entender sua dualidade, buscando fazer o melhor com o seu limite e criando um universo metafísico em que possa acreditar.

A lista de agradecimentos é longa… inclui todos que estiveram por perto desde sempre, me incentivando, apoiando, colaborando. Eu, como midiofóbico que sou, agradeço imensamente a todos os amigos de verdade que tenho! 4Real!

Aqui vai uma lista de créditos/agradecimentos específicas deste trabalho:

  • Henrique Roscoe – diretor técnico do projeto atual. produziu os vídeos da retroprojeção, e a poética sincronia de spots de luz. Além de fornecer equipamentos e estar sempre presente nos momentos de panico e alegria. Sem a convivência diária com você nunca teria chegado a lugar algum, em nenhum aspecto. Muito Obrigado!
  • John Ulhoa – produtor de audio.  mixou e masterizou o disco. Desde 1993 o John está por perto com toda sua sabedoria, paciência e disposição. Me ajudou a desapegar, a cortar, a reordenar e chegar às versões finais das músicas. Ele sabe tudo sobre o ispirurócki! Obrigado.
  • Guilherme Lessa – diretor de dramaturgia e roteiro. Quem conhece o Lessa sabe o tamanho do coração da pessoa. Escutou todos os devaneios, leu todos os rabiscos, ordenou o caos, preparou textos, traduziu e ainda por cima me ensinou a dançar, dirigindo a cena ao vivo.  Obrigado.
  • Jorge Lopes Ramos e Jade Maravala (Drift) por me acolherem e por me der o remédio que eu precisava para me salvar do suicídio artístico.
  • E ainda: André Tchicho, amigo, guru, conselheiro; Brayhan Haw, que desenvolveu o sistema de LEDs da primeira versão e apoiou imensamente o projeto sempre; Digo Gazinelli pelos vídeos na fase inicial; Erika Ziller, foi a super-mega produtora do segundo show, que me tirou do fundo do armário e me fez realizar tudo de acordo com o script; Marise Cardoso, querida amiga que estava presente no momento do nascimento do projeto, escreveu os primeiros textos e incentivou muito; Aline X por ter sido a produtora principal e emprestado o projetor sempre; Eduardo Recife pelo layoyt da Tshirt (soon); Martielo Toledo, sci-fi punk-grão-mestre, que forneceu o figurino da primeira foto e esteve sempre na primeira fila; Samuel Mendes que fez a primeira foto, num turbilhão de gentileza; Mari, Pedro e Camps da Olada que filmaram a primeira performance sem custos (!); Paulo Weisberg pelas forças diversas com a jaula; Pedro Jacome por mixar as primeiras demos; DjHell, que escutou as demos e acompanhou de longe; Beppe Brezzo, que traduziu os primeiros textos e foi o consultor de assuntos BDSM; Nacho Duran, pelo video incial e pelas idéias embrionárias; Danielle Curi por nossas infinitas conversas psicanalíticas; Karoline Borges, pela grande amizade e pela linda matéria no Jornal O Tempo; Sérgio Scliar por toda a amizade; Luciano Fonseca, meu irmão, que financiou o projeto na primeira fase e sempre apoiou tudo que fiz; Bernardo, Fernando e pessoal da Quarto Amado; Nina e Perestroika; Savio Leite pelo apoio e frases malucas no facebook; Gustavo Schettino, por sem um incentivador à distância; Thiago e Junior da Amarante Filmes que filmaram o clipe “Robot Thoughts”, sem custo (!); Filme em Minas/Governo do Estado de Minas Gerais; Aline da Funarte; Serginho do Oi Futuro;
  • Sabrina Vairus, pela totalidade de seu ser, pelo companheirismo, paciência e amor. Amor.

 

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